
Morena tez cobre-te o
viril corpo.
Sereno, descobres-te do
pano morno,
Desvendas-me puríssima
nudez,
Amena penugem cúprica em
adorno.
Transe! – Cego, em desvario,
vou a ti.
De joelhos, rendido, vou
cair…
Teu arco, fundo, até o
âmago: ei-nos bambos!
Entra a flecha da seta
cor de jambo.
Sem culpa, medo ou dor, eis
meu destino:
Ferver! Tremer! Em terno
desatino
Co’a perfeição de dois
corpos fundidos,
Enfeitiçado e entregue ao
ébano cupido.
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